O programa não apresenta de forma explícita nenhum tipo de valor social, esses estão sempre encobertos pela comicidade com que são tratados, em quadros como “Guerreiro, o Bombeiro” são abordados o problemas relacionados com a sexualidade, enfim, cada quadro do programa aborda uma situação diferente através de mensagens subliminares e do humor retratam qualquer assunto noticiado pela mídia ou problemas cotidianos. Questões importantes como o papel da mulher na sociedade, os homossexuais, os negros e os pobres são freqüentemente escarnecidos, o espectador é levado a rir de piadas que o envergonham ou que geram algum tipo de dor ou constrangimento, o que nos faz pensar, até onde o humor é feito para ser engraçado ou para ridicularizar, oprimir e desmerecer o que a sociedade chama de “minorias”? Ou até quando o preconceito velado pelo humor será tolerado pelos espectadores? Essas caricaturas apresentam os negros e homossexuais, por exemplo, como figuras estereotipadas, no caso dos negros com lábios grossos e vermelhos, pele pintada com tinta marrom senão preta com nádegas gigantescas, uma visão grosseira e preconceituosa que ridicularizam e espezinham a raça negra.
Fontes das imagens: http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=349&mes=4&ano=2009
http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=349&mes=4&ano=2009
Embora programas humorísticos estejam voltados para o entretenimento não incitam de forma clara e persuasiva ao consumo de produtos, no caso do “casseta e Planeta” nenhum tipo de produto é anunciado em seus quadros, durante os intervalos comerciais devido ao público alvo do programa são anunciadas marcas de cerveja, carros, promoções de lojas, a relação entre os produtos anunciados e o programa em si é o consumidor rir da piada enquanto toma uma cerveja, fala no celular novo, ou se decide pelo carro da promoção.
O impacto geralmente causado na sociedade se choca com a enorme banalização dos próprios assuntos geradores de polêmicas, embora não tenha graça paro os indivíduos que são diretamente atingidos por suas piadas. A irreverência e o preconceito são separados por uma linha tênue, o espectador por sua vez tende a rir e talvez nem leve tão a sério determinados assuntos, o que não significa que as mesmas não provoquem sua cota de impactos na sociedade.Se pudesse reescrever ou reinventar a pauta de um programa de humor como o “Casseta e Planeta” continuaria a zombar dos políticos corruptos mas iria banir do meu roteiro esteriótipos, preconceitos de todas as espécies, não sei se um programa assim renderia os pontos no IBOPE registrados pelo “Casseta” mas seria menos preconceituoso e violento

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